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Fisioterapia nas disfunções sexuais - 24/01/2019

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A sexualidade é um aspecto central do ser humano que se vivencia e se expressa ao longo de toda a vida, estando, portanto, influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, socioeconômicos, político-culturais, éticos, legais, históricos e religiosos.

A resposta sexual humana (RSH) abrange as manifestações psicofisiológicos associadas à realização de atos sexuais e requer uma resposta fisiológica integrada. A RSH se explica a partir de modelos lineares por fases e modelos não lineares ou cíclicos. Estes últimos modelos, como o apresentado por R. Basson (2001), refletem melhor a resposta sexual da mulher, já que, ao contrário dos modelos lineares, há uma influência recíproca entre as diferentes fases que se reforçam umas às outras.

A RSH está em estreita vinculação com o sistema nervoso autônomo, a mecânica pelviperineal e a fisiologia uroginecológica. Por tudo isso, graças à fisioterapia, as algias coitales (como a dispareunia e vaginismo) ou a anorgasmia podem ser beneficiadas.

A dispareunia é caracterizada por dor associada ao intercurso sexual. E em sua forma mais severa falamos de vaginismo, disfunção sexual em que é impossível a penetração vaginal durante as relações sexuais. Os aspectos a trabalhar em consulta incluem:

  • Educação sexual da paciente.
  • Promover o auto-conhecimento de suas estruturas genitais.
  • Trabalhar os padrões posturais.
  • Uniformização das tensões no diafragmas (orofaríngeo, torácico e pélvico).
  • Trabalhar a propriocepção do assoalho pélvico.
  • Integrar a respiração com postura e assoalho pélvico.
  • Inibir o reflexo condicionado.
  • Dessensibilização vulvar.
  • Dilatação gradual vaginal.
  • Normalização das tensões miofasciales adjacentes e distais.

A anorgasmia é a dificuldade ou impossibilidade de desencadear o orgasmo dentro da resposta sexual. Sua etiologia é multifatorial e as anorgasmias secundárias a doenças neurovasculares, endócrinos ou psicoemocionales costumam apresentar proporção de jovens com distúrbios de evacuação ou déficits funcionais do complexo miofascialpelviperineal. O tratamento da anorgasmia em fisioterapia inclui:

  • Educação sexual da paciente e pedagogia simples sobre a fisiologia do orgasmo.
  • Promover o auto-conhecimento de suas estruturas genitais.
  • Trabalhar técnicas de relaxamento e focus in.
  • Assegurar a função erótica dos músculos bulbocavernoso e isquiocavernoso, os quais são inseridos no corpo cavernoso do clitóris e aumentam a resposta do reflexo sensoriomotor (contração do assoalho pélvico durante o orgasmo).

A fisioterapia traz diversas técnicas manuais e físicas que garante uma óptima vascularização local genital (ereção) e geral (transporte hormonal), uma mobilidade lumbopélvica com liberdade articular e uma adequada resposta neurovegetativa, pilares básicos para ser acionada a resposta orgásmica.