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A fisioterapia na gravidez com Irene Fernández - 15/12/2017

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Os partilhamos a entrevista que fizemos com a fisioterapeuta Irene Fernández sobre o exercício financeiro, a fisioterapia e a gravidez.

 

Por que é importante fazer exercício durante a gravidez?

Em todas as fases da vida, o movimento e a atividade física são importantes para a manutenção e/ou assegurar um bom estado de saúde. O movimento deve ser um pilar básico em nossa saúde, como a alimentação e a gestão do stress. Durante a gravidez, os benefícios não são só para a mãe, mas que também podem influenciar a saúde do futuro bebê, dado que me parece importante.

A nível da mãe, são muitas as publicações científicas que apoiam e recomendam que a mulher deve manter-se ativa durante a gestação. Graças à atividade física da mãe pode gerir o ganho de peso, evitando, entre outras doenças, a diabetes gestacional e até mesmo da pré-eclampsia. Além disso, um corpo ativo pode suportar melhor as cargas do dia-a-dia e as mudanças biomecânicos que o corpo sofre ao longo da gravidez. Graças ao exercício físico podem ver reduzidas as dores osteoarticulares, em ocasiões tão característicos da mulher grávida, e até mesmo as dificuldades do trânsito intestinal.

À excepção de algumas situações pontuais, a mulher deve realizar atividade física durante a gravidez.

 

Eu aconselho fazer exercício durante o primeiro trimestre de gestação?

Esta é uma questão que preocupa muito as mães e aqui remeto para as guias e estudos científicos.

Se é verdade que a maioria dos estudos de intervenção iniciam a atividade física passada a semana 12-14, eles mesmos falam que o perigoso para o primeiro trimestre é o sedentarismo.

Parece-Me que deveríamos chamar um pouco o senso comum e observar que, se uma mulher está acostumada a fazer atividade física, pode e deve continuar com ela (não esqueçamos que ficou grávida praticando-a). Não obstante, se uma mulher é sedentária, o bom seria começar a se mover e, depois, passado o primeiro trimestre e "garantida" a implantação, começar com um programa de atividade específico para a mulher grávida. Igualmente lembrar que as placentas de mulheres ativas têm mais capilares que as mulheres sedentárias.

Na gravidez, não há necessidade de bater nossas próprias marcas, mas sim manter-se ativas e fortes.

 

Quando deverei retomadas a atividade após a gravidez?

A questão não é quando se retoma a atividade, mas que não deve parar. As mulheres grávidas e mulheres no pós-parto, embora seja no pós-parto imediato, pode beneficiar-se da prática regular de exercício físico, basta que nós, como profissionais, devemos saber quais são os exercícios mais indicados para cada fase. No pós-parto, há que ter em conta diferentes fatores, por exemplo, o status hormonal, a qualidade do tecido, o tipo de nascimento, se há ou não a amamentação, a disponibilidade da mulher, assim como a sua motivação e predisposição, etc. A partir daqui, temos de ensinar a gerir a dinâmica e as pressões para, no futuro, evitar disfunções pelviperineales, o restabelecimento das sinergias de ativação muscular e definir padrões de respiração ótimos para nos ajudar a despertar para a faixa abdominal e do assoalho pélvico. Em suma, aprender a gerir a cavidade encontrava-lumbo-perineal para posteriormente poder exercitar o corpo em situações de nosso dia-a-dia.

 

Como devem as mulheres a intervenção de um fisioterapeuta para avaliar a gravidez?

É claro que sim. Sim, sim, sim, e, sem dúvida. As mudanças que realiza o corpo da mulher para enfrentar a gravidez, para acomodar o bebê e seus intestinos são enormes. O corpo da mulher grávida deve estar livre de tensões para garantir que essas alterações corporais se dêem da forma mais eficaz possível. O fisioterapeuta obstétrico, não só deve focalizar o seu trabalho para o assoalho pélvico, mas para conseguir um corpo livre de tensões, onde a dor não deve ter lugar.

 

O que beneficiaria as mulheres visitar o fisioterapeuta durante a gravidez?

O fisioterapeuta pode controlar o assoalho pélvico e acompanhar a educação de pélvica obstétrico, além de liberar e a normalização das tensões miofasciales e articulares. Além disso, você pode acompanhar a mulher tanto na atividade física pré-natal como o pós-natal. Instruir a mulher na otimização da postura gestacional para conseguir uma recuperação pós-parto mais ágil. E não só se beneficiariam durante a gravidez, mas também o treinamento encontrava-diafragmático-perineal pode ser muito útil para o momento do parto conseguindo pujos mais eficazes.

 

E no parto e pós-parto?

O trabalho que se pode fazer ao longo de toda a gravidez se pode focalizar mais o períneo nos últimos meses. Um períneo e um corpo livre de tensões pode fazer com que o parto se dê de forma mais eficaz. O aprendizado de posturas de dilatação, de posturas facilitadoras para o expulsivo ou o controle da respiração, assim como outras técnicas de gestão da dor, são questões que deveriam ser abordadas nas aulas de acompanhamento para a maternidade.

Uma vez que tenha nascido o bebê a classificação das estruturas abdominais e pelviperineales permitirão a mãe normalizar ou tratar possíveis sequelas do nascimento e, sobretudo, assegurar a correcta involução uterina, postural e respiratória. Deve-Se voltar o mais rápido possível às condições pregestacionales. A partir de um exame exaustivo da mulher puérpera, podem evitar futuras disfunções que podem causar dor, retrações miofasciales, incontinência urinária e/ou fecal, disfunções a nível sexual, etc. Além disso, será importante avaliar a medida que a mulher recupera seu corpo vai sendo capaz de gerir as pressões, inclusive nas atividades desportivas de tipo hiperpresivo.

O fisioterapeuta obstétrico, você pode acompanhar a mulher durante toda a gestação, obtendo um corpo livre de tensões, fazendo com que a mulher desfrute de seu corpo, proteja o seu pavimento pélvico, chegue nas melhores condições possíveis ao parto e tenha uma melhor recuperação. Na gestão dos tons irá residir a chave do sucesso.