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A importância do exercício terapêutico no tratamento de hipermovilidades e hipomovilidades - 07/02/2019

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No corpo de qualquer perda de mobilidade, "hipomovilidad", de um segmento articular, fascial, neural, muscular... supõe que outra área compensar esse déficit com uma "hipermobilidade reaccional".

Na área de hipermobilidade reaccional ou compensatória costumamos encontrar uma atividade neuromuscular diminuída. Esta falta de ativação muscular gera um aumento do desgaste articular provocada pelo excesso de movimentos prejudiciais. Como conseqüência de tudo isso, aparece a dor , devido à inflamação dos tecidos periarticulares, que podem, por sua vez, causar uma irritação das raízes nervosas,devido ao edema que gera uma diminuição do espaço.Isso justifica que os pacientes, muitas vezes, apresentam maior sintomatologia nestas áreas.

Por isso, antes de criar uma rotina de exercício terapêutico deve ser feita uma avaliação global dos pacientes. Nela, deve-se identificar as áreas de hipo\hipermovilidadjunto com o resto de informações que ajudará a projetar o tipo de exercícios que podem fazer nossos pacientes e adaptá-los às suas disfunções. Tal como vemos, de forma resumida na tabela a seguir.

Tipo de segmento, região Objetivo do exercício Exemplos
Hipermóviles Aumentar a estabilidade Ativação neuromuscular, exercício funcional, propriocepção, ergonomia...
Hipomóviles Aumentar a mobilidade Liberação miofascial, alongamento, mobilidade articular,dissociação...

 

Um exemplo através de um caso clínico resumo seria: homem de 39 anos com hiperlordosis lombar baixa, apresenta lombalgia crónica instabilidade associada a uma espondilolistese grau 1 L5-S1, e, após a classificação funcional, observa-se hipomovilidad ao nível do quadril e dorsal baixa. Unido a uma falta de ativação da musculatura do assoalho pélvico, abdômen e glúteos.

Após a avaliação, uma sessão de exercício terapêutico para o paciente seria: exercícios de ativação da musculatura abdominal e do assoalho pélvico, por exemplo, com hipopresivos, unido a uma ativação da musculatura glútea, com exercício funcional de agachamento assistida com fitball para evitar a extensão que seria contraindicada neste caso, além ayudaríamos ao esquema corporal e à articulação do quadril.

Por outro lado, podemos utilizar um rolo para dar mobilidade para a região dorsal e realizar uma liberação miofascial da fáscia branca, para finalizar com um estiramento ativo dos flexores do quadril e os erectores da coluna.

Pablo Hernandez