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Principais disfunções anorrectales - 05/03/2020

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As disfunções anorretais afectam entre 15 a 20% da população e a maior parte destes casos são consequência de alterações do soalho pélvico. O difícil diagnóstico e tratamento deste tipo de disfunções tornam estas condições um verdadeiro desafio clínico onde a fisioterapia colopratológica tem um papel de relevância.

Anatomia e fisiologia anorrectal

reto e o canal anal fazem parte do final do aparelho digestivo, são os locais onde são armazenadas as fezes e, posteriormente, são evacuadas para o exterior. Esta parte da musculatura do nosso corpo funciona como mecanismo de bloqueio controlado, que é quem exerce a continência e a eliminação de restos fecais.

Uma alteração em qualquer um destes mecanismos pode provocar deficiências dos pacientes, como por exemplo, a incontinência de gases e/ou fezes, fissura anal, constipação crônica ou algias vários sem causa.

As principais disfunções anorrectais são:

  • Incontinência fecal é definida como a perda involuntária de fezes (sólida ou líquida) que afeta pacientes maiores de 4 anos, durante um tempo prolongado. Obstipação crónica é a dificuldade ou impossibilidade de expulsar as fezes durante um longo período de tempo.
  • Algias várias: normalmente estas aparecem durante o parto.
  • Fissura anal: ruptura na zona do canal anal. É considerada crônica se você tiver uma duração superior a 8 semanas.
  • Síndrome do elevador do ânus: dor anorrectal constante.
  • Hemorróidas: é um dos problemas anorrectais mais comuns, ocorrem quando as estruturas comuns do canal anal sangram e/ou atuam.

Qual o contributo da fisioterapia?

O ramo de fisioterapia coloproctológica contribui de forma ativa na avaliação e reabilitação de pacientes com disfunções anorrectais. Cada vez mais os fisioterapeutas trabalham em conjunto com especialistas em gastroenterologia, para encontrar o melhor procedimento em função da patologia.

Está demonstrado que a fisioterapia é muito eficaz no tratamento deste tipo de disfunções digestivas,através do uso de diferentes ferramentas, como porexemplo, o biofeedback, a electroestimulação, ou o balão rectal. Além disso, cresce a procura de outro tipo de tratamento de outros ramos, como a reeducação visceral ou do assoalho pélvico.