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Quais técnicas de fisioterapia que são utilizados no tratamento das disfunções do assoalho pélvico? - 07/06/2018

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A fisioterapia pelviperineal tornou-se uma ferramenta indispensável na hora de lidar com algumas das disfunções do assoalho pélvico, tais como a incontinência, dor pélvica crônica, as disfunções sexuais e na preparação física para o parto (1) e recuperação pós-parto(2).

Entre as técnicas de tratamento mais utilizadas cabe destacar o biofeedback, eletroestimulação e a diatermia:

  • O biofeedback(3), consiste em obter informações sobre a intensidade e a duração da contração dos músculos do assoalho pélvico. Existem dois tipos, o biofeedback de pressão que mede a força dos músculos em milímetros de mercúrio ou tratamento que mede a atividade elétrica dos músculos em µvoltios. Há evidências de que a melhora dos pacientes que realizam exercícios com biofeedback, mais que sem ele, no tratamento da incontinência.
  • A electroestimulação(4), além de dar propriocepção do paciente, ativa a musculatura e é usado para inibir a hiperatividade da bexiga.
  • A diatermia(5), é uma técnica não invasiva de tratamento que consiste na transferência de corrente de alta frequência para o interior do território corporal. Essa energia provoca um deslocamento de cargas iónicas dos tecidos e a fricção destes gera um aquecimento endógeno do tecido.Aumenta e melhora a vascularização, diminui o edema, melhora a mobilidade articular, relaxa a musculatura, é um analgésico e simpaticolítico. Está indicado no tratamento da dor pélvica crônica, sifão do nervo pudendo, prisão de ventre, cicatrizes, fibroses e aderências.

Além das técnicas instrumentais, não há que esquecer a importância da terapia manual e o exercício terapêutico; técnicas miofasciales(6) destinadas a dar funcionalidade ao tecido, exercício físico na preparação para o parto e recuperação pós-parto, a drenagem linfática manual...

 

Se você quiser se especializar neste ramo de fisioterapia, descubra tudo o que você pode aprender no "EXPERTO UNIVERSITÁRIO: Fisioterapia do assoalho pélvico", coordenado por Laura Calçado.

 

LAURA CALÇADO SANZ

Fisioterapeuta especializada em uroginecologia e obstetrícia

 

Referências bibliográficas:

1. Bavaresco GZ1, Souza RS, Almeica B, Sabatino JH, Dias M. Eu physiotherapist as a professional to assistpregnantwomen. Cem SaudeColet. 2011 Jun;16(7):3259-66.

2. Evenson KR, Mottola MF, Owe KM, Rousham EK, Brown WJ. Summary of internationalguidelinesforphysicalactivityafterpregnancy. ObstetGynecolSurv. 2014 Jun;69(7):407-14

3. HirakawaT(1), Suzuki S(1), Kato K(2), Gotoh M(3), Yoshikawa E(4). Randomizedcontrolled trial of pelvicfloormuscle training withorwithout biofeedback forurinaryincontinence. IntUrogynecol J PelvicFloorDysfunct 2013 / 08 / 01 /;24(8):1347-1354

4. Vandoninck V, Van Balken MR, FinazziAgró E, Petta F, Caltagirone C, HeesakkersJP,et al. Posterior tibial nervestimulation in thetreatment of urge incontinence. NeurourolUrodyn. 2003;22(1):17-23.

5. BinoyKumaran and Tim Watson. Radiofrequency-basedtreatment in therapy-relatedclinicalpractice – a narrativereview. Part I: acuteconditions. PhysicalTherapyReviews 2015 VOL. 20 NÃO.4

6. M. Fitgerald, CK Payne, É lukcaz, et al. "Randomizedmulticenterclinicaltryal of myofascialphysicaltherapy in womanwith cistite/painfulbladdersindrom and pelvicfloortenderness. Thejournal of urology. Vol. 187, 2113-2118, June 2012