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Dores de cabeça de origem cervical - 23/02/2017

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A cefaléia, ou dor de cabeça é uma dor localizada acima de uma linha que une o canto do olho com a entrada do conduto auditivo (linha orbitomeatal).

É de grande prevalência entre a população em geral: 96% dos indivíduos sofrem uma dor de cabeça ao longo de sua vida, aproximadamente, o dobro de mulheres que de homens.

 

De acordo com a International Headache Society as duas cefaleias primárias mais comuns são a enxaqueca e a cefaléia tensional. Entre as dores de cabeça secundárias está a cefaleia cervicogénica, a causada por distúrbios dos componentes articulares ou de tecidos moles da coluna cervical.

O diagnóstico clínico da cefaleia cervicogénica está bem estabelecido. A apresentação clínica deve obedecer a alguns critérios principais e a exploração tem de ser muito sugestivo de disfunção cervical. Além disso, devem ser descartadas sinais de alarme que sugeririam a derivação do paciente.

 

Órgãos das estratégias de exploração mais validadas está a perda de amplitude de movimento ativo de coluna cervical, a alteração nos parâmetros de referência do teste de flexão crânio-cervical e do teste de flexão-rotação cervical e a identificação de áreas hipomóviles e sensíveis na avaliação manual dos movimentos acessórios das articulações da coluna cervical alta (C0-C1, C1-C2 e C2-C3).

 

Na abordagem terapêutica existem múltiplas possibilidades. Algumas delas centram a sua atenção de maneira especial nas estruturas articulares.

A proposta de tratamento baseada na perda de alinhamento articular entre C0-C2 baseia-se em reduzir o erro posicional e estimular os sistemas endógenos de inibição central da dor.

A identificação descoberta de uma direção de movimento que provoca a diminuição da intensidade dos sintomas, permite estabelecer um programa de exercícios simples, que facilitam a diminuição da dor e na recuperação do intervalo de mobilidade.

A mobilização articular, através da aplicação de movimentos passivos fisiológicos ou acessórios, permite tratar as áreas hipomóviles e melhorar a sintomatologia do paciente.

 

Xavier Vericat Matamoros