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A síndrome patelofemoral no ciclismo - 01/02/2018

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O complexo articular do joelho no ciclismo se vê submetido a importantes cargas , já que é a musculatura extensora de joelho a que se aplica mais força no gesto da pedalada. A isso deve ser acrescentado o número de vezes que se move por minuto, o que nos pode dar, que em uma partida de 2 horas de bicicleta, joelho realize mais de 9.600 movimentos.

 

Fatores de risco intrínsecos

No ciclismo não temos componente muscular excêntrico ou colocação em tensão da fáscia do pé para dar rigidez ao membro inferior, o que leva a que exista um componente de valgo de joelho maior que a de funcionamento. Além disso, o ciclista, ao passar a maior parte do tempo sentado no selim, provoca um encurtamento do músculo reto femoral, o que por sua vez vai provocar uma alteração mecânica da articulação patelofemoral.

Há uma infinidade de fatores de risco internos, desde malformações da tróclea femoral, ângulos Q acima de 15 graus, pés planos, pés cavos instáveis, torções tibiais, etc.

 

Fatores de risco externos.

Para a abordagem biomecánico da síndrome patelofemoral no ciclismo é muito importante conhecer o material com o qual trabalhamos. Dentro destes fatores de risco externos, temos a posição global do ciclista, altura e recuo do selim, o comprimento das bielas, posicionamento das enseadas, cadência de pedalada e técnica de pedalada.

Hoje no mercado encontramos muita variedade no material, o que nos garantirá um bom trabalho para atenuar as sequelas dessa síndrome.

 

Jorge González Solís