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Fisioterapia e cefaléia tensional - 22/03/2018

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A cefaléia tensional é uma patologia de alta prevalência na sociedade ocidental, representando o segundo motivo de consulta médica mais demandado, depois da dor nas costas.

Em termos epidemiológicos, 40% dos adolescentes sofrem de dor de cabeça. Em adultos, entre 60% e 80% de sofrerão dor de cabeça nos próximos 12 meses. Destes, 70% relatarán dor de cabeça associada a dor cervical.

 

Com esses dados, fica evidente que a dor de cabeça, e em especial a dor de cabeça tensional, tornou-se um problema de saúde pública à escala global.

 

Existem vários tipos de dor de cabeça, desglosándose principalmente em cefaleias primárias e cefaleias secundárias.

A cefaléia tensional é uma cefaléia primária, e é a mais comum.

 

A cefaléia tensional é a dor de cabeça associada à síndrome de dor miofascial provocado pelos pontos gatilho miofasciales de alguns músculos craneocervicales e craneomandibulares.

 

O ponto gatilho é um nódulo hipersensibilidade à palpação, que se encontra na banda tensa do músculo somático. O ponto gatilho pode causar dor de tipo referido a distância, além de provocar fenômenos autonômicos. Isso significa que alguns músculos craneocervicales podem, além de provocar dores de cabeça, adicionar outros sintomas como tonturas, náuseas, instabilidade, falta de concentração ou irritabilidade.

 

Os pontos gatilho miofasciales (PGM) são diagnosticados palpando o músculo de uma forma muito precisa, procurando reproduzir a dor do paciente.

A musculatura entra em disfunção basicamente por 3 elementos:

  • Sobreestiramiento
  • Contração mantida / brusca
  • Estar sob compressão

Estes elementos podem causar hipóxia e a sensibilização do músculo, ativando uma sopa inflamatória a nível celular, em que intervêm várias proteínas pró-inflamatórias (bradicinina, substância P, CGRP).

Através de um exame físico detalhado valorizamos e diagnosticaremos os PGM associados à cefaléia do tipo tensional.

Uma vez encontrado, a desativação desses PGM pode ser realizada de forma conservadora ou invasiva, através de punção seca.

A evidência científica mostra que a fisioterapia manual mais exercício terapêutico proporciona resultados muito positivos.

 

A integração da evidência científica, o protocolo de verificação / avaliação e o tratamento específico da região craneocervical e craneomandibular concede ao fisioterapeuta as ferramentas ideais para tratar corretamente os pacientes com cefaléia tensional.

 

Referências bibliográficas:

  • www.ihs-headache.org
  • WorldHealthOrganization, Face theBurden (2011). Atlas of HeadacheDisorders and Resources in theWorld 2011. WorldHealthOrganizationPress: Geneve. ISBN: 9789241564212.
  • Stovner LJ, Andrée C. (2010). Prevalence of headache in Europe: a reviewfortheEurolightproject.Thejournal of headache and pain 11(4):289-99.
  • Bendtsen, L, Fumal, A, Schoenen, J. Tension-typeheadache: Mechanisms. HandbClinNeurol 2010; 97: 359-359.
  • Lavelle, ED, Lavelle, W, Smith, HS. Myofascialtriggerpoints. AnesthesiolClin 2007; 25(4): 841-851
  • Kalichman, L, Vulfsons, S. Dryneedling in themanagement of musculoskeletalpain. JABFM 2010; 23(5): 640-646

 

Fernando Ruiz Lotero