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Indicações e aspectos-chave da terapia manual no joelho e quadril - 16/11/2017

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ARTICULAÇÃO FEMORO-TIBIAL

É uma articulação bicondilea e põe em contato as superfícies dos côndilos femorais com a tíbia. O principal movimento que realiza é de flexoextensión, mas possui uma pequena capacidade de rotação quando se encontra em flexão.

As manobras no joelho não são difíceis tecnicamente, são simples, se temos claras uma série de aspectos básicos. Talvez a coisa mais difícil é a capacidade palpatoria para discernir tecidos fibrosados com um maior grau de espessamento, com maior presença de aderências que requerem um tratamento específico. Descreveremos manobras de integração, que vão favorecer o deslizamento entre planos para se favorece o movimento restrito, mas que geralmente vamos usar sempre depois de uma manobra prévia sobre esses tecidos que se encontram mais fibrosados, maior presença de aderências, etc antes da manobra de correção.

Nosso objetivo vai ser realizar um movimento de deslizamento entre as superfícies ósseas com um braço de alavanca curto e acompanhando o movimento traslatorio e movimento angular. No joelho no movimento de flexão a par do que ocorre uma flexão como componente angular ocorre um movimento traslatorio anterior, com o qual, durante o movimento de flexão da tíbia são posterioriza sempre tangencialmente em função da morfologia do côndilo femoral e o movimento de extensão da tíbia se anterioriza. Quando fazemos uma rotação interna da meseta tibial interna se desloca para trás e planalto tibial externa vai para acima e para trás, em movimento de rotação externa planalto tibial externa se desloca para trás e planalto tibial interna vai para a anterior.

Os tratamentos que vamos fazer vão ser simplesmente aumentar estes movimentos limitados, vamos avaliar com movimentos de rotação.

 

ARTICULAÇÃO COXO-FEMORAL

A articulação da anca ou quadril relaciona o ílio com o fêmur, unindo, portanto, o tronco com a extremidade inferior. Juntamente com a musculatura que a rodeia, suporta o peso do corpo em posturas tanto estáticas como dinâmicas.

Esta articulação é classificada como membrana sinovial do tipo diartrosis, e caracteriza-se porque as duas superfícies articulares que intervêm são esféricas ou quase esféricas, uma côncava e outra convexa, permitindo uma grande mobilidade.

A articulação esta envolvida por uma cápsula fibrosa, a cápsula sinovial. A tampa interna de esta cápsula é a membrana sinovial que produz o líquido sinovial, o que facilita os deslocamentos das superfícies dos dois ossos. É formada por uma superfície côncava que é o acetábulo e outra convexa, a cabeça femoral, por isso, a articulação tem uma grande mobilidade.

A manobra de correção vai ser na direção de todos os movimentos restritos de uma forma combinada e não separando alguns movimentos dos outros. Sempre com um componente de tração.

 

Enric Grau Calderón