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A importância de um bom funcionamento do CORE - 08/02/2018

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O CORE é essencial na hora de realizar qualquer movimento. Um mau funcionamento do CORE ou uma falta de ativação pode nos dar vários problemas a nível postural, causar dores músculo-esqueléticos, disfunções vários e respiratórias.

O diafragma, o músculo principal da respiração, mas também com um papel fundamental no controle postural, faz parte do CORE. Se temos um diafragma muito tenso, a tendência será fechar a seqüência anterior, gerando assim uma desativação do CORE. Nos blog ter um diafragma com uma tensão de 0, ou seja, que possamos introduzir os dedos por dentro das costelas e que ao respirar não nos expulse os dedos. A tensão do diafragma não depende exclusivamente de um único item, mas que depende de múltiplos fatores, tais como as emoções, a postura, se existem ou não disfunções digestivas, dores músculo-esqueléticos, etc.

Muitas vezes, a tensão do diafragma, a longo prazo, também resulta em outros problemas, como poderiam ser os problemas do assoalho pélvico devido à grande pressão mal exercida na cavidade encontrava-perineal.

O assoalho pélvico é também uma unidade fundamental no controle postural. Portanto, ter um diafragma e um assoalho pélvico com um bom tom de base é essencial para que a musculatura estabilizadora possa trabalhar corretamente. Além disso, existe uma sinergia entre a musculatura do transverso e oblíquo interno com o períneo. Quando ativamos o períneo ativa o abdômen, e vice-versa.

Com tudo isso, queremos dizer, que antes de ir buscar a ativação de um determinado grupo muscular, com um exercício de maior dificuldade, observar em que ponto nos encontramos, se há que fazer um trabalho prévio do diafragma ou de outra área essencial para o controle postural e começar a ativar o CORE através da postura e da respiração.

Quando trabalhamos a postura pedimos uma autoelongación e observamos que nossa faixa abdominal é tensa e nosso períneo sobe. Além disso, quando adicionamos a exalação ativar ainda mais a musculatura abdominal e músculos do períneo. A partir de aqui já começamos a trabalhar a estabilização do corpo e é a partir deste ponto, onde podemos começar a meter exercícios de maior dificuldade.

Teremos que treinar, ensinar ao paciente e, com isso, não só consiste em colocar o paciente na posição correta, mas também ajudar a explicar a anatomia, a musculatura envolvida e por que é que nós vamos fazer determinados exercícios, posturas ou técnicas. Deste modo, o paciente entende, lointegra e, normalmente, obtemos melhores benefícios.

 

Caterina Gornés Mercadal