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A dor no ciclismo - 05/12/2017

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A patologia da área lumbosacra no ciclismo é muito comum nos praticantes do ciclismo, independentemente do nível que tenha o atleta. Isto é devido à interação do corpo do ciclista com a bicicleta, onde o corpo será cobrado todo o seu peso em 5 pontos de apoio, as mãos no guiador e os pés nos pedais e no selim, sendo que, neste último apoio, onde mais peso recai. Esta interação vai provocar alterações nas curvaturas do ráquis e tensões em estruturas ligamentosas em que devemos nos adaptar.

 

Fatores de risco externos

Como fatores externos, temos a partir da geometria e tamanho da bicicleta, forma e tamanho do selim, o comprimento de hastes, cadência de pedalada, etc.

Por exemplo, a interação com o selim da pelve cobra vital importância, já que tanto a forma do selim como seu tamanho na largura vai ajudar ou complicar a adaptação da coluna lumbosacra a posição na bicicleta. Esta posição, no ciclismo da coluna lumbosacra é radicalmente oposta à nossa curvatura fisiológica, chegando a provocar uma cifose lombar, o que só por si mesmo, pode provocar desconforto, dores ou doenças, tanto no período de iniciação ao ciclismo como em ciclistas mais experientes.

Outro fator de risco pode ser a geometria da bicicleta. Pode ser a chave para a hora de diminuir ou agravar as dores.

 

Fatores de risco internos

Aqui cabe destacar como principal fator, o de ter sofrido episódios recorrentes de dor na vida diária fora da bicicleta.

Também podemos incluir o sedentarismo, alterações do controle motor dos músculos do "core", dismetrías anatômicas dos membros inferiores, rotações de quadril, etc.

Tanto uma dismetría funcional ou real pode provocar uma alteração do movimento do membro inferior, causando uma instabilidade na pelve durante o passeio, o que provoca uma queda da pelve para o lado cada vez que se baixa o pedal homolateral que, unido à quantidade de vezes que isso acontece por minuto no ciclismo, pode acabar causando uma dor na zona lombar tipo ligamentar.

 

Jorge González Solís