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Stop a intrusão na fisioterapia - 27/02/2020

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Durante anos, nós fisioterapeutas temos lutado todos os dias contra a intrusão na nossa profissão. Intrusão é o exercício de atividades profissionais por pessoas que não estão autorizadas a fazê-lo. Existe ainda outro termo, como concorrência desleal, que é o exercício da profissão por uma pessoa sem qualificação na área. Em ambos os casos, as pessoas não podem realizar atos de fisioterapia. Para que o possa fazer deverá ter um diploma imitido por uma das instituições de ensino superior autorizadas a administrar o curso de fisioterapia em Portugal e ter a sua cédula profissional emitida pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

 

Para lidar com a intrusão e minimizá-la, é importante que todos os fisioterapeutas comuniquem aos seus pacientes e no seu círculo de amigos, familiares e conhecidos que sempre que se dirijam a um fisioterapeuta devem ter em mente e saber que:

  • Apenas os profissionais de saúde que têm um diploma de ensino superior (ou equivalente legal) são fisioterapeutas.
  • É obrigatório que o “gabinete” onde o fisioterapeuta exerce esteja registado na Entidade Reguladora da Saúde (nos termos das disposições conjugadas dos artigos 8.º e 45.º n.º 2 do DL n.º 127/2009, de 27 de Maio e ainda dos artigos 6.º e 7.º da Portaria n.º 52/2011, de 27 de Janeiro).

 

Vamos olhar para um exemplo:

Depois de quatro anos de formação chegou o momento de Sofia, uma estudante de fisioterapia, que procura novos conhecimentos e formação para começar a trabalhar.

Sofia o que mais gosta é de Fisioterapia Pediátrica. No entanto, está a pensar estudar outra especialização das várias que existem. Quem sabe não se forma em Fisioterapia Neuro-músculo-esquelética?

Algo que entristece a Sofia é INTRUSISMO que existe na sua profissão, por isso recomenda sempre aos seus pacientes que tenha em atenção dois aspetos muito importantes: certificar-se que está perante um fisioterapeuta com título,e que o centro de fisioterapia está registado na Entidade Reguladora da Saúde.

 

É importante que disponibilizemos esta informação ao público, não só para evitar intrusões de trabalho, mas também para a saúde dos nossos pacientes. A saúde dos nossos pacientes deve estar em boas mãos. Porque com a saúde não se brinca!