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Tratamento da incontinência urinária de urgência - 05/10/2017

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De acordo com a International ContinenceSociety (ICS), da bexiga hiperactiva (VH) é um conjunto de sintomas da fase de enchimento da bexiga, caracterizada pela urgência, com ou sem incontinência, geralmente é associada com freqüência e nicturia e que afeta de forma significativa a qualidade de vida do paciente, já que em outros aspectos aparece fadiga ao ser interrompido o ciclo do sono.

A prevalência em Portugal, em pessoas com mais de 40 anos é de 21,5%, sendo mais elevada em mulheres (25,6%) que em homens (17,4%), o que significa que mais de três milhões de mulheres e quase dois milhões de homens sofrem deste problema urológico, de acordo com dados fornecidos pela Associação Espanhola de Urologia (AEU).

A primeira linha de tratamento é farmacológico com antimuscarínicos e ß 3 - agonista e/ou fisioterapêutico utilizando o reentrenamiento bexiga, fisioterapia do assoalho pélvico e electroestimulaciónque pode ser aplicada diretamente no assoalho pélvico, ao nível do sacro e do nervo tibial posterior, esta última é a mais utilizada por seu custo-efetividade. Na segunda linha de tratamento encontram-se as infiltrações vesicales com toxina botulínica e cirurgia como a enterocistoplastia no caso de que o tratamento conservador tenha fracassado.

Numerosos estudos têm demonstrado que tanto o uso de drogas, tais como a estimulação do nervo tibial posterior (ENTP) são igualmente eficazes, porém, com o tratamento farmacológico aparecem efeitos adversos ao contrário da ENTP.

A ENTP baseia-se na medicina tradicional chinesa e é descrita por Stoller em 1999, é uma técnica não invasiva, de uso de álcool, em que se introduz uma agulha de 34 a uma distância de 3-4 cm cranial para a parte medial do maléolo tibial e outro eletrodo de superfície perto da borda plantar a mesma perna. Conecta-Se a um estimulador elétrico de 9V a 20Hz e 200 µs, 12 sessões de 30 minutos. O mecanismo de ação não está claro, mas parece que é uma despolarização das fibras somáticas sacrais e lombares que produz um efeito inibitório sobre a contractilidade da bexiga.

 

Laura Calçado Sanz